OS MEUS POEMAS

Maria Isabel Galveias, é meu nome de baptismo porém ao aceder á net ainda pela linha analógica, ao fazer o registo foi-me pedido um nick, então lembrei-me de como meu avô me chamava ás vezes, e escolhi este nome Lylybety.
E porque me chamava de Lylybety? Porque sendo um grande admirador da casa real inglesa, muito embora fosse republicano, soube não sei bem como, que era esse o diminutivo pelo qual o rei Jorge VI chamava á princesa Elizabeth, hoje rainha.
Sempre gostei muito de ler, e de escrever, assim sendo, um dia dei por mim a versejar, e a escrever contos. Sei que não o faço lá muito bem, mas como não espero ganhar nenhum prémio literário, faço-o apenas porque me dá prazer. Abri este blog, para nele guardar alguns dos meus escritos, muito embora saiba que ninguém os vai ler, e também sei que, um dia destes parto para a grande viagem, e o blog desaparece, mas enfim, como se costuma dizer, o que é de gosto regala a vida.

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A ULTIMA VEZ

Beija a minha boca que esta fria, 
Os meus olhos a morte já fechou, 
Repara, as minhas mãos estão vazias, 
A alma o meu corpo abandonou.

Chega de mansinho a minha porta, 
Abraça o meu corpo já gelado, 
Num abraço forte que 0 conforta, 
Mesmo não se sentindo abraçado.

Recorda-te de mim, por piedade... 
Não deixes que tenha vivido em vão, 
Mesmo sem bater, meu coração,

Por ti ainda vai sentir saudade, 
Foste para mim consolação, 
Nesta vida feita de maldade. 

Maria Isabel Galveias 
13-7-2000

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ABANDONADA

Amei-te com paixão vencida e louca, 
E tu o meu amor malbarataste 
Levando doces beijos da minha boca, 
Em troca dos amargos que deixaste.

Minha alma toda em unção te entreguei, 
Mas essa entrega to não entendeste. 
Não deste apreço a todo quanto dei, 
Bem logo e depressa me esqueceste.

Corro pra casa na esperança vã de ver-te 
De estares a minha espera e abraçar-me 
Mas sempre que abro a porta a receber-me

Está somente o vazio que deixaste 
Naquele dia em que de mim te despediste 
Dizendo até logo, e não voltaste.

Piedade, 3 de Setembro de 2000 
Maria Isabel Galveias

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ALMA EM PEDAÇOS

Minha alma era do mais puro cristal. 
Ao veres-te nela, de ti próprio duvidaste, 
Não soubeste pegar-lhe, por teu mal,
E em mil pedacinhos a quebraste.

Meu corarão era, um puro diamante 
Tão grande na pureza e no tamanho 
Olhaste para ele, e num instante, 
Roubaste-o, hoje e teu, já não o tenho.

Olhas agora os pedaços de cristal
Em que a minha alma transformaste
E  coração que por maldade me roubaste

E desgostozamente vez que o mal 
Que me querias fazer e não pudeste, 
Pois foi a ti próprio que o causaste.

Piedade, 4 de Setembro de 
2000 Maria Isabel Galveias

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AMOR AO LUAR

Anda uma suave brisa a murmurar, 
Frases doces de amor eterno, venturoso,
Estavas quieto, silencioso a meditar, 
Não ouviste esse canto mavioso.

Esta brisa que nos traz o som de vozes, 
Suaves calorosas, não as ouves?
Num dueto de amor fantasia,
Que nos cantam o melro e a cotovia.

Nunca de amor me falaste, ao Luar! 
Porque não gostas dele, ~u presumo, 
Ou será que nada tens para falar?

Falar de amor, no campo a luz da Lua, 
Que traz a brisa leve que flutua,
E a mais bela expressão do verbo amar...

Piedade, 22-2-2000
Maria Isabel Galveias

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AO CAIR DA TARDE

Já nos céus do ocidente finda a tarde 
Pelas tépidas brisas balouçadas
As desmaiadas rosas desfolhadas
Caiem mansas na terra sem alarde

De vale em vale repetindo ao longe,
Na voz dos ecos morre suspiroso.
Como uma oração de casto monge
O cantar do rouxinol choroso

Que mistério de amor e de saudade
Vem sussurrar-me esta aura embalsamada?
Por que razão descai sem piedade 

Neste cismar, que o coração me envolve
Com este  fogo quem em meu peito arde
Coisa ruim a quem nada comove

Arroja, 14-10-2005
Maria Isabel Galveias

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 AZUL DO MAR

Se penso em ti fico d´azul vestida 
Do azul do teu sorriso matinal, 
Luz que é de boas novas embutida 
Do amor germinando virginal. 

Pensando em ti, risonha eu, te amo. 
Beijo teu sorriso azul, da cor do mar 
Que em suas ondas me leva a arrastar 
Me surfa nesse sangue azul sem dano, 

Prá praia dos teus olhos me conduz, 
guardiã da sua luz, vigiarei 
controlando teu sorriso que seduz

O azul do mar contém tod`essa luz.
Eu visto sua cor para te beijar, 
Num beijo que é da cor azul do mar

Arroja, 22-10-2005 
Maria Isabel Galveias

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CAOS

Sobre escombros da fé, e da esperança, 
Procurando em regiões supremas
Minha alma o trilho hoje não alcança
Perdido entre teorias e teoremas

Não sabem, os apóstolos sombrios, 
Que  á luz da Ciência os homens estão frios, 
Tudo se transformou num doloroso caos
Tornando seres bons, em egoístas, maus.

Não há um lírio que floresça num peito,
De piedade, de amor e de misericórdia...
Se brota uma virtude o vicio morde-a,

Perdeu-se da bondade o gesto e o jeito
Perante vilania e discórdia 
Duma paz apodrecida em vão pleito

Arroja, 22 de Agosto de 2003
Maria Isabel Galveias

A ULTIMA VEZ

Beija a minha boca que esta fria,
Os meus olhos a morte já fechou,
Repara, as minhas mãos estão vazias,
A alma o meu corpo abandonou.

Chega de mansinho a minha porta,
Abraça o meu corpo já gelado,
Num abraço forte que 0 conforta,
Mesmo não se sentindo abraçado.

Recorda-te de mim, por piedade...
Não deixes que tenha vivido em vão,
Mesmo sem bater, meu coração,

Por ti ainda vai sentir saudade,
Foste para mim consolação,
Nesta vida feita de maldade.

Maria Isabel Galveias
13-7-2000

                       A TUA BOCA

Os teus lábios, vermelho vivo, são
 Asas de fogo em trémulos adejos, 
Chamas de rosas rubras, de desejos, 
Labaredas sanguíneas de paixão

A tua boca é rúbido clarão
Dessa alma ardendo em rútilos lampejos, 
Cadinho de coral onde meus beijos
Em mago incenso transformar-se vão.

Concha divina de pérolas cheia, 
Mimo que o mar ofereceu à areia, 
E na areia deixou, na maré vaza.

Na tua boca um céu purpúreo brilha
Um céu de nácar, céu de maravilha 
Como numa manhã de Junho em brasa.
Maria Isabel Galveias




                  ALUCINAÇÃO

Pelo vale do silêncio anda o medo
 Dando o braço á mais negra solidão
 Murmurando atrocidades em segredo 
Que aterrorizam o meu pobre coração

Afiguram-se almas tristes desgrenhadas 
Que erguem ao céu seus pétreos dedos
 Estarrecida corro louca alucinada
Pelo vale do silêncio e do medo

Grito, choro, presa de terror
Caio em buracos, tropeço nos sentidos 
Suplicando a protecção dum puro amor

Mas só oiço os soluços e gemidos
De almas penadas que vagueiam sem sossego 
Pelo vale do silêncio e do medo



                              MEU VERSO

Se o meu verso lograr guarida
Num seio, num colo que o conforte,
 Encontrarei a paz na minha morte,
E partirei sem mágoas desta vida.

Como vês..., é pouco o que desejo:
 Um abraço, um mimo, que acarinha...
 E com certeza, ao partir sozinha,
Tua lembrança será o meu cortejo

Acredita não te estarei deixando...
 Porque de noite, me hás de ver brilhando
Em cada uma estrela do Universo...

Se a bruma descer com o seu manto,
 Não te deixes prostrar por teu espanto...
Tu me terás contigo no meu verso!

Maria Isabel Galveias

             EXPERIÊNCIAS

Quiseste experimentar, eu acedi.
E tu, pensando que me enganavas, 
Não viste que apenas te tornavas 
Numa poção amarga que engoli

Eu queria saber se ainda vivia,
Alguma chama em minha alma vazia, 
Por isso acedi ao teu desejo
Permitindo entre nós aquele beijo.

Depois tudo findou, e pouco importa. 
Não conseguiste meu corpo incendiar, 
Estremeci de frio, ao constatar,

Quem em mim só havia cinza fria...
 Que o calor desse beijo não aquecia,
A minha alma, gelada que está morta!
Maria Isabel Galveias



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